
O pilar técnico Segurança tem como propósito o melhoramento constante do ambiente de trabalho e a eliminação das condições que poderiam causar acidentes e infortúnios; estes se verificam em situações de alto risco ou tomando atitudes perigosas.
Esses objetivos podem ser alcançados promovendo a cultura da segurança em todos os níveis da organização. Todos os membros da organização deverão ser progressivamente envolvidos em um processo de sensibilização crescente através de um percurso entre os aspectos normativos, econômicos e éticos.
Cada país dispõe de normas específicas a respeito da segurança no ambiente de trabalho, que prevêem sanções pecuniárias e até penais em caso de desrespeito a elas. O conhecimento divulgado e a rigorosa observação dessas normas são então o ponto de partida para se enfrentar a questão de prevenção em qualquer estabelecimento.
Todo acidente no local de trabalho gera custos diretos (legais, de seguro, etc.) e indiretos (danos ao produto, perdas na produção, danos das máquinas, moral das pessoas, imagem da empresa, etc.). A soma dos custos derivados dos infortúnios acaba sempre superando aqueles necessários para a eliminação do risco e para a divulgação de uma correta cultura da prevenção.
O Grupo FIAT dedicou um capítulo do próprio Código de Conduta à “Saúde, segurança e ambiente”. Nele está escrito:
“O Grupo persegue o objetivo de garantir uma gestão eficaz de saúde, segurança e do ambiente. Todos aqueles que trabalham para o grupo são responsáveis pelo bom gerenciamento da saúde, da segurança e do ambiente”.
Os gerentes possuem um papel fundamental na sensibilização dos funcionários e na construção e divulgação de uma cultura da segurança. A sensibilização passa por três fases:
Nessa fase podem ser cometidos erros cuja causa tem de ser procurada:
A avaliação do risco deve ser feita em todas as áreas de trabalho das Unidades da Organização, levando em conta:
Pela avaliação do risco é necessário agir gradualmente através da:
A atividade que tem como finalidade zerar os acidentes, passa pela análise e melhoramento do sistema pessoa / máquina e da organização empresarial. O elemento-chave comum aos três sistemas é a medição consistente no que diz respeito:
Um exemplo de medida e de representação padrão dos eventos anormais com implicações na segurança é aquela que vem dos estudos de H.W. Heinrich, um pioneiro da pesquisa sobre a segurança dos sistemas industriais.
A chamada pirâmide de Heinrich é o instrumento para quantificar os eventos anormais para a segurança, que aconteceram em um estabelecimento, conforme a gravidade, permitindo monitorá- los por gravidade e compará-los ao longo do tempo. A pirâmide de Heinrich une os eventos anormais em seis níveis de gravidade crescente. Convencionalmente, o sexto nível inclui também as condições de insegurança (unsafe conditions) O seis níveis abrangem:
Ao se enfrentar os problemas de segurança na organização do estabelecimento, é necessário operar paralelamente, na parte de cima e na parte de baixo da pirâmide, agindo progressivamente para reduzir os eventos medidos pela pirâmide, em faixas progressivas.
O objetivo da segurança é zerar os infortúnios: esse objetivo pode ser alcançado através de um procedimento sistêmico (como apresentado antes), que visa a prevenção dos acidentes através da observação, da análise e da eliminação de todas as causas que geraram ou que poderiam ter gerado um acidente dentro do estabelecimento (mesmo aqueles de pequena gravidade e das condições de risco). O alcance de tal objetivo requer o desenvolvimento de uma cultura de prevenção, o melhoramento contínuo da ergonomia do local de trabalho e o desenvolvimento de competências adequadas para eliminar os acidentes potenciais e infortúnios.
Em um estabelecimento World Class, o melhoramento constante aplica-se também no âmbito da Segurança, através um procedimento de solucionar os problemas em lógica PDCA – Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Checar), Act (Agir) – Planificar, Intervir, Conferir os resultados, (Estender as atividades em áreas similares) divulgado para as pessoas que participam da organização.
Artigo escrito por: Tulio Martins