
Souza esqueceu de acionar a trava da máquina.
Suas palavras em prantos após a tragédia com seu amigo, foram: “Eu tinha certeza!!!”.
Quantas vezes a afirmação “Tenho certeza” vem acompanhada do ato de: Conferir, Testar, Observar, Analisar…..???
A certeza pode ser uma arma de alto poder destrutivo, quando a deixamos sustentada por atos mecânicos e repetitivos que muitas vezes carrega o rótulo de “experiência”.
“Eu estava um pouco apressado mas tenho certeza que…”.
Como pode isso?
O homem está andando com uma ‘bomba’ na mão e convida seus amigos para um piquenique! É um absurdo!
A pressa está sendo sua aliada na conclusão de uma tarefa? Simplesmente: atentado terrorista!
Palavras fortes? Pode até ser. No entanto, a insensibilidade quanto aos grandes vilões do comportamento disfarçado de bobagens inofensivas, está deixando claro que estamos vivendo em um ciclo de insanidades!
O método educativo precisa abalar as estruturas dos muros cada vez mais alto da resistência a cultura. Perguntas fortes e impactantes necessitam muitas vezes serem pronunciadas para tirar o homem do estado “catatônico” que vive. Como olhar em seus olhos e dizer: “Quantas vidas você pretende tirar?”. Espantado, provavelmente responderá: “Que isso, senhor!!? Nenhuma! Nunca tive essa intenção!”. Então, munido do poder educativo deve mostrar que o maior mal mora no mundo não intencional!
Vamos acordar trabalhadores! São milhares de pessoas que estão entrando nesse jogo de insanidades e perdendo vidas.
“Certeza” não é para “concluir”, e sim para dar seguimento ao processo de busca de mais certezas.
Artigo escrito por: Thiago Muniz